segunda-feira, 10 de junho de 2013

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
 
 

Alda Bernardes (Foto: Arquivo pessoal)Alda Bernardes (Foto: Arquivo pessoal)
A historiadora Alda Bernardes de Faria e Silva morreu na noite de sexta-feira (7). Ela tinha 87 anos e era de Itatiaia (RJ), onde foi enterrada no fim da tarde deste sábado (8), no Cemitério Municipal. O velório foi na Câmara de Vereadores.
Alda estava internada no Samer Hospital, em Resende (RJ), desde o último domingo (2 de junho). Vítima do mal de Alzheimer, ela teve complicações respiratórias e um acidente vascular cerebral (AVC).
Além de historiadora, Alda trabalhou como professora. Ela lutou pela emancipação de Itatiaia e durante aproximadamente 20 anos atuou como presidente da Academia Itatiaiense de História, que ajudou a fundar em 1992. Alda Bernardes integrou também a Academia de História Militar Terrestre do Brasil na Cadeira Barão Homem de Mello.
Segundo o amigo Carlos Lima, que trabalhou ao lado de Alda na Academia Itatiaiense de História, ela dedicou 64 anos da vida a pesquisas sobre o município. Ela nasceu em 27 de novembro de 1925 e era tataraneta de Manuel Francisco da Rocha Bernardes e sobrinha da Marquesa Maria Romana Teixeira Bernardes, que recebeu o último título de nobreza concedido pela Princesa Isabel.
De acordo com a Secretaria do Estado de Cultura, Alda morou por 30 anos em São Paulo, trabalhou com educação física, foi fisioterapeuta na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) quando não havia cursos especializados no Brasil e voltou para a cidade natal em 1982, já aposentada. Ainda de acordo com a Secretaria, ela articulou o movimento pela emancipação de Itatiaia, promoveu reuniões secretas em casa, de 1983 até 1988, quando finalmente veio a vitória. Alda era a única mulher do grupo.

A VIDA É UM MISTÉRIO. (Igold Knoch)





Alda Bernardes (Foto: Arquivo pessoal))
AVIDA É UM MISTÉRIO.

A vida apresenta grandes mistérios, o nascimento e a morte.

É verdade que os dois maiores mistérios da existência são os que constituem o começo e o chamado fim de nossa vida terrena.

O mistério da concepção celular, seu crescimento e desenvolvimento em uma forma vida não é apenas um mistério biológico, é igualmente um mistério cosmológico e universal.

A separação da consciência e da alma do corpo, na transição, também é um mistério espantoso quando somos por ele confrontados.

O primeiro fato incontestável, que é a base de todo o nosso estudo da existência do homem, é o de que ele esta aqui na Terra e sua vida consiste numa série de experiências  que, em diferentes momentos, lhe trazem alegria, tristeza, felicidade, pesar, contentamento, inquietação, amor, ódio, paz ou tormento.

Essas experiências eu comparo a um comboio, que chamo de Trem da Vida, onde em alguma Estação um ser Vivente Embarca e nele viaja e em seu redor vários outros passageiros embarcam e desembarcam.

Dna. Alda foi uma passageira que viajou nesta composição e apreciou as paisagens que a vida lhe ofertou e com muito amor fotografou em sua memória estes acontecimentos.

Eu tive o prazer de em varias vezes, mudando de vagão em vagão, estar sentado ao lado dela.

Dna. Alda desembarcou, mas no vagão deixou um lugar vago chamado saudade.

 Igold  Knoch.

08/06/2013


 

domingo, 2 de junho de 2013

Academia de História realiza exposição de aniversário

O município celebra amanhã, 24 anos de emancipação e para celebrar a data a Academia Itatiaiense de História (Acidhis) montou a tradicional exposição alusiva a um dos cartões-postais da cidade: o Pico das Agulhas Negras.

A mostra intitulada “Formação Rochosa e Montanhismo”, reúne aproximadamente 100 fotos e oito quadros da cadeia rochosa que leva milhares de turistas anualmente ao Parque Nacional de Itatiaia. O trabalho realizado pelo diretor administrativo da Acidhis, Paulo Roberto Zikan tem entrada franca e ficará à mostra de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, na galeria do Edifício Comercial Itatiaia I. “É uma exposição que realizamos anualmente mostrando as paisagens rochosas e belezas naturais de Itatiaia. Sob orientação da nossa presidente, a professora Eliane Barros, a exposição remete ao projeto de mapeamento de todas as vias escaladas das Agulhas Negras. Em um dos quadros, mostramos a nevasca de 1985, uma das mais rigorosas já registradas. Temos o mapa de trilha e passeio, além de foto panorâmica das vias de escalada”, comenta o historiador. O Edifício Itatiaia I fica na Rua Prefeito Assumpção, 132, no Centro.

PICO DAS AGULHAS NEGRAS

Com 2 791,55 metros de altitude (medição revista por satélite/GPS pelo IBGE em 20041 ), é o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, e a sexta montanha mais alta do Brasil.

O pico está localizado entre os municípios fluminenses de Itatiaia e Resende, e o município mineiro de Bocaina de Minas, na parte alta do Parque Nacional de Itatiaia, integrando a Serra da Mantiqueira. O rio Preto, que possui 222 km de extensão e serve de divisa natural entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, tem sua nascente em Agulhas Negras. No interior do parque, o mais antigo do Brasil, há outras montanhas com altitude superior aos dois mil metros de altura.

FONTE: JORNAL A VOZ DA CIDADE - ED. N.º          DIA:  1/6/2013

sábado, 1 de junho de 2013

PROGRAMA CONHECER PARA PRESERVAR

PROGRAMA CONHECER PARA PRESERVAR


De Paulo R. Zikan – Ano 2010


Tópico 2PROGRAMA SALVAR PLANTAS” – Ano 2012


Objetivo – Ações de aprendizado e conhecimento para a conscientização da preservação de espécies da flora regional. São trabalhos em campo com ações voluntárias aleatórias ou programadas de caráter individual ou em grupo que consiste no ato de salvar todas e quaisquer espécies de plantas caídas ao chão ou dentro dos rios, principalmente as epífitas como as bromélias de todos os portes e as orquídeas que somam grande número de variedades, e replantá-las ou repô-las em seu habitat natural que são os troncos e os galhos das árvores ou mesmo algumas espécies que se fixam em pedras.

Atividades e Ações Imediatas – O programa consiste em atividades voluntárias individuais ou em grupos com participantes de todas as idades no intuito de salvar essas plantas que frequentemente perecem rapidamente fora de seu habitat natural.
Pode-se programar também passeios em trilhas com alunos e professores para ser realizado um trabalho de campo prático fotografando o salvamento das plantas caídas no solo e recolocadas em seus habitats naturais e se possível, um posterior retorno ao local no acompanhamento da sobrevivência e evolução dessas plantas.
Paulo fará também a distribuição aos alunos e professores do livro “Muda o Mundo Raimundo” – Educação Ambiental no Ensino Básico do Brasil fornecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Zikan é um missionário Multiplicador Ambiental e faz doações desses livros aos seus clientes, amigos e parentes, principalmente aos alunos adolescentes que estejam estudando ou participando de alguma ação ambiental.

As Orquídeas – São plantas epífitas que vivem desde o solo úmido das florestas até lá em cima nos galhos de grandes árvores. Algumas espécies estão bem acostumadas e ambientadas naquelas condições de seca e calor solar, porém, têm ar puro, bastante umidade e friagem do ar à noite. É dessa forma que a maioria das orquídeas vivem, basta um pouco de água constante para sobreviverem e se reproduzirem.

O R Q U Í D E A S
Plantas Parasitas – Venho notificar aqui que tanto as orquídeas quanto as bromélias não são plantas parasitas. As plantas parasitas sobrevivem sugando a seiva de outras plantas ou árvores. As bromélias e orquídeas vivem simplesmente de água, tanto água do ar como água das chuvas.
As Bromélias – As grandes bromélias e algumas espécies de micro-bromélias necessitam de que a sua parte central ou miolo onde se formam e crescem as suas folhas, estejam sempre com água. Isto a fará dar continuidade ao seu crescimento até se tornar adulta e florir. Assim, irão espalhar as suas sementes de encontro com outras árvores ou pedras existentes naquela área onde vivem com a ação dos ventos, chuvas, pássaros e até mesmos os macacos.

B R O M É L I A S

Normalmente as bromélias soltam brotações em sua base por dentro das folhas antigas após a floração da “planta-mãe” que mantém alimentadas as novas brotações enquanto vão morrendo gradativamente.

Plantas que necessitam ser salvas – Quando caminhamos em estradas, em bosques ou jardins públicos ou em trilhas dentro das matas, se observarmos com atenção, frequentemente iremos ver essas plantas caídas ao chão. Normalmente isso acontece após fortes ventanias, chuvas grossas ou até mesmo derrubadas por animais e pássaros que vivem caçando variados insetos e suas larvas. Esses insetos fazem parte de sua dieta alimentar e irá achá-los por entre as folhagens. Macacos depredam as orquídeas retirando seus palmitos (folhas novas que formam os brotos). Pequenos pássaros bebem a água reservada dentro dos “copinhos” e das folhas e até banham-se ali.

Quando as bromélias vão ao chão, normalmente elas ficam tombadas de lado e até de “cabeça para baixo”, isto é, com as folhas e o copinho para baixo. Assim nessa posição ela não mais consegue reter água por entre suas folhas para se alimentar e acaba morrendo seca. Se acharmos caída uma grande bromélia e não podemos colocá-la ao alto, então podemos pelo menos ajeitá-la num canto para não mais tombar de lado e conseguir “beber água” das chuvas, de cachoeiras e do orvalho. Isso tudo acontece lá pelos altos das árvores e pedras e na maioria das vezes nós não apreciamos isso que acontece sem parar desde o amanhecer ao anoitecer. Podemos fazer um programa para apreciarmos de perto e ver como acontece, porém, é um trabalho de observação que exige muito tempo e paciência, pois teremos que passar muitas horas dentro desses lugares esperando que os animais passem por ali. Talvez tenhamos sorte de um velho tronco ou galho podre vir a quebrar por não sustentar mais o peso de tantas outras plantas presas ao seu redor e cair bem perto de nossos pés. Podemos ajudar a Natureza – Bem, é evidente que essas quedas de plantas estão sempre acontecendo quase que diariamente e principalmente no verão com os temporais. Em muitos lugares não há acesso para irmos dentro das florestas, o que nos impossibilita de salvar muitas mais, mas podemos ajudar um pouco a Natureza mantendo vivas algumas espécies que encontramos nos lugares mais fáceis de se chegar e assim estaremos contribuindo para elas se multiplicarem por um pouco mais de tempo. É melhor colocar essa atividade em prática do que não fazer nada.

Reprodução e Preservação Natural das Espécies – As bromélias após sua vida adulta normalmente florescem e logo após começa a nascerem pequenas brotações por entre a base de suas folhas. São os seus “filhotes” que chamamos de “mudas”. Podem nascer de 1 a 5 brotos em uma só planta-mãe que depois de um bom tempo se tornarão maiores. Sua planta-mãe os sustentará até que eles têm condições de colher e armazenar água e pouco a pouco ela vai morrendo, vai secando e parte apodrecendo, servirá de adubo aos seus brotos, depois se desmanchará totalmente com o tempo.



HOMENAGEM AO PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS E PROJEÇÃO DE SUA OBRA EM ITATIAIA E RESENDE - Cel. Claudio Moreira Bento

Cel Cláudio Moreira Bento
Acadêmico e Presidente fundador e emérito
Cadeira Barão Homem de Mello - n.º 001 - ACIDHIS
Membro do IEV-Guaratinguetá-SP
Atendendo a pedido da Academia Itatiaiense de História, faremos algumas considerações sobre o Presidente Getúlio Vargas desaparecido entre nós há 54 anos por suicídio,” deixando a vida para entrar na História” conforme sua Carta Testamento que até hoje é lembrada
Ele foi aluno da Escola Preparatória de Rio Pardo de 2000 a maio de 2003 por cerca de dois anos e meio de seu tempo no Exército como sargento por cerca de cinco anos. Desligado junto com outros 19 alunos em decorrência de um incidente promovido por um oficial inábil, segundo seus contemporâneos, .que atingiram grandes postos no Exército. Atitude de que decorreu a punição de toda uma companhia com diversas punições sem que fosse feita uma sindicância que provasse que a culpa fora deste oficial.
Ele deixou os alunos sem água para beber. E a noite teve início um protesto geral. Ao aluno que foi argumentar com o oficial responsável por esta falta de água cujo suprimento ele havia esquecido, ele respondeu!. “Você é um cínico!”. O aluno respondeu.! “Cínico é você seu bandido”!. E a revolta duraria longo tempo, marcado por punições diversas pelas injustiças decorrentes.
Getúlio foi desligado e retornou para a tropa. Não foi expulso ou desligado, continuou no Exército ao contrario do que mencionam algumas versões dominantes .
Este incidente o trato com detalhe em meu livro Escolas Militares de Rio Pardo 1856/1911 em parceria como o Cel Luiz Ernani Caminha Giorgis e prefacio do Gen Ex Renato César Tibau da Costa então comandante do CMS e Delegado de Honra da Delegacia da AHIMTB em Porto Alegre Delegacia General Rinaldo Pereira da Câmara.
Getúlio aproveitou o tempo de sargento em Porto Alegre e se formou em Direito e deixou o Exército após servi-lo por cerca de 5 anos.
Em 1930 como Presidente do Rio Grande do Sul, ele liderou a Revolução de 30 que depôs o Presidente Washington Luiz.
Durante a Revolução de 32, em seu início, na Estação Ferroviária do Resende ele prometeu aos oficiais presentes que construiria a atual AMAN como uma promessa da Revolução de 30 e a cumpriu.
Em 1939 lançou a Pedra Fundamental e em 1944 a inaugurou. Antes havia fundado em 1937 o Parque Nacional do Itatiaia o 1º do Brasil e pouco depois a Usina Siderúrgica de Volta Redonda.
E visitou Itatiaia e freqüentou uma festa junina em Itatiaia na casa do Dr Roberto Bernardes Cotrim e de Graciema Cotrim .Ele secretario de Agricultura do Rio de Jahoje patrono da ACIDHIS e ela filha do Dr Manoel Fernandes da Silveira que em 1895 havia lavrado ao certidão de Óbito do Marechal Floriano Peixoto falecido próximo da localidade de Floriano atual em Barra Mansa , de cuja Academia Barra-mansense de História ele é patrono de cadeira que foi por nós inaugurada.
Quando do falecimento do Presidente Varaga éramos cadete do último ano e concorremos em sorteio para integramos a Guarda de Honra a que ele tinha direito e fomos sorteado . E depois de uma viagem noturna cheia de incidentes numa viatura militar chegamos n Palácio do Cadete, depois de atravessarmos como dificuldades enorme massa popular nas imediações do Palácio do Catete . E ali chegando a Guarda de Honra foi dispensada pela família conforme comunicado pelo General Aguinaldo Caiado de Castro, Chefe da Casa Militar e que comandara na FEB um Regimento de Infantaria
Não tendo onde pousar permaneci no interior do Palácio testemunhando os fatos ali ocorridos até o amanhecer para retornar a Resende de trem.Durante a viagem meu colega cadete Álvaro Escobar inspirado poeta escreveu uma poesia sobre o evento a qual guardei por longos anos terminando por ser extraviada por escrita num papel com que se enrolava pão um pão que compramos para disfarçar a fome até chegarmos na AMAN.
Getúlio como Presidente continuou ligado ao Exército e a seus antigos colegas de Rio Pardo,Marechais Mascarenhas de Morais e Eurico Dutra em especial..
E as Forças Armadas com ele tiveram sua desenvolvida .Sobre a Doutrina do Exército produzimos e divulgamos pesquisa no Centenário de seu nascimento, publicada na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro .(39:63-71_ jul/set 1983. Matéria que figura em Artigos no site http://www.ahimtb.org.br/.

Em discurso dirigido aos oficiais do Exército em certa ocasião ele referiu:

“ Com vós fui soldado e encontrei na camaradagem das armas uma escola de lealdade, de abnegação e desinteresse, com o que continuo servindo o Brasil, somando o meu esforço ao vosso e aos de todos os patriotas para torná-lo mais próspero.”

E por esta prosperidade falam estas suas realizações estratégicas entre outras: A. MARCHA PARA O OESTE, A PETROBRAS,A VALE DO RIO DOCE, SIDERURGICA (CSN) COMPANHIA SIDERURGICA, A Mãe da Industrialização do Brasil, A Modernização de nossas Forças Armadas, A Legislação Trabalhista e a Consciência Preservacionista aqui iniciada em com o Parque Nacional do Itatiaia. E MARCHA PARA o OESTE, ao ligar o Centro com o Centro 0este por ferrovia cuja construção foi liderada por um filho ilustre de Resende o engenheiro Luiz Alberto Whately, que abordamos em artigo Grandes Filhos de Resende na Revista Puri, do Instituto de Estudos Valeparaibanos.
A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:
Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.
(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

A COLÔNIA FINLANDESA - Eva Hildén

 Estes textos e fotos foram extraídos do livro "A Saga de Penedo - A história da colônia finlandesa no Brasil", publicado em 1989, escrito por Eva Hildén, uma das primeiras crianças a virem para Penedo no terceiro grupo de finlandeses imigrantes em junho de 1929.

O IDEALIZADOR E A IDÉIA

"Toivo Uuskallio (que significa esperança) foi um agricultor, idealizador e religioso que, numa noite de profunda meditação, sentiu a convicção de que Deus o tinha chamado a fim de concretizar os seus ideais sobre um modo de viver melhor numa sociedade nova e ideal. Ele chegou à conclusão de que o homem precisava aderir a vida simples, saudável e natural:"- Precisamos levar uma vida natural sem preocupações com comércio e sociedade de consumo. Cada família tem de cultivar no seu jardim tudo o que necessita para a sua alimentação, vestir-se com roupas mais leves possíveis, desfrutar dos raios de sol reparadores, respirar o ar puro, sem poluição, viver em paz, longe dos conflitos e guerras."

A PROCURA

Tornara-se evidente que este tipo de vida não seria possível na Finlândia, país onde o verão é curtíssimo e o inverno longo, quando toda a natureza se cobre de gelo e neve. Toivo Uuskallio, sua mulher Liisa e tres jovens entusiasmados partiram para o Brasil em 6 de agosto de 1927, trabalharam em uma fazenda em Barra Mansa até abril de 1928 e seguiram para Itatiaia à procura do lugar ideal para a colônia finlandesa. Visitaram várias fazendas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, até que souberam que a Fazenda Penedo, na época município de Resende, estava à venda. Era uma fazenda de 3.500 hectares, destes, 2.000 de florestas. Tinha água em abundância, o Ribeirão das Pedras cortava as terras, a qualidade do solo parecia boa e por causa da variação de altitude, se poderia plantar tanto espécies européias como tropicais.

A REALIZAÇÃO

Pennanen que era representante de Uuskallio e cordenador do círculo de amigos na Finlândia, informou a todos sobre a possibilidadde da compra da Fazenda Penedo pelo preço de 350 contos de réis , "- Encontramos o lugar onde poderemos viver de acordo com os nossos princípios. Agora precisamos de disposição para sacrifícios e muita fé." - Foi feita uma proposta para todos aqueles que tinham intenção de imigrar para o Brasil. Todos os interessados deveriam investir sua parte no projeto, possibilitando a compra da Fazenda, que seria dividida em 250 lotes de 14 hectares, sendo dois hectares de terra plana e 12 de floresta. As construções existentes, maquinaria e instalações de eletricidade ficariam sendo de posse comum. Os lotes individuais poderiam ser comprados com dinheiro ou pagos com os trabalhos nas obras comuns. A Fazenda oferecia pensão com comida vegetariana para todos.

A VIAGEM

Como o entusiasmo contagiante de Pennanen, que tinha vindo até o Brasil conhecer a Fazenda Penedo, resultou em grande número de pessoas interessadas em viajar para o Brasil, era preciso fazer uma cuidadosa seleção dos candidatos. Foi apresentado um questionário com 70 perguntas, onde se indagou se o candidato era vegetariano e abstêmio a bebidas alcoólicas e fumo. Depois da seleção rigorosa, foram convocados 28 candidatos para formar o primeiro grupo de imigrantes. Na última noite antes de viajar, todos os imigrantes, seus parentes e amigos se reuniram na sala de festas do Colégio Feminino de Helsinki. O grupo embarcou no porto de Helsinki em 15 de maio de 1929 e chegou ao Rio em 16 de junho de 1929.Ao chegar em Penedo, todos se alojaram na Casa Grande da Fazenda. O salão do andar térreo ficou sendo a república dos homens e uma sala do sobrado serviu de dormitório para as moças.


Os casais tinham os seus quartos. Um prédio menor ao lado da Casa Grande foi arrumado para servir de cozinha e refeitório. Havia muito trabalho para todos. Era necessário preparar a terra para as plantações, construír estradas e começar a edificar as casas. Começaram a surgir as primeiras plantações de milho, batata doce, hortaliças, bananeiras. A primeira estrada a ser aberta foi a que leva da Casa Grande às Tres Cachoeiras. Suni começou a construír a sua casa que serviria de modelo para as outras que viessem depois. As mulheres trabalhavam em turnos, uma semana na cozinha, outra lavando e passando roupa, e a terceira na horta. De acordo com os planos, todos deveriam trabalhar dois anos no serviço coletivo da fazenda, a fim de adquirir experiência necessária para começar a desenvolver o seu lote particular.

AS PRIMEIRAS CRIANÇAS

Nós quatro, meu irmão Paavo, eu e os meninos Raimo e Matti, ambos de cinco anos, as primeiras crianças de Penedo, acostumamo-nos rapidamente à vida em Penedo. (...) Nos dias quentes vestiamos só calção e maiô (...), com frequência íamos nadar. O ribeirão tinha lugares fundos e ainda não sabíamos nadar, mas descobrimos que o local que alimentava a turbina de eletricidade da Fazenda era um lugar ótimo para pularmos e brincarmos na água. Fascinados olhávamos as mulheres dos colonos que lavavam a roupa de maneira esquisita, batendo as peças de encontro à beira cimentada do canal. Um pouco mais longe, as mulheres finlandesas usavam outra técnica: esfregavam as roupas nas tinas de madeira e as escaldavam na água fervente com soda cáustica, num grande panelão de ferro. Costumávamos visitar a casa antiga dos escravos, a senzala, onde moravam algumas famílias dos colonos. De olhos arregalados observávamos as crianças escuras e estranhávamos a língua. Elas também olhavam com espanto para nós, crianças louras que falavam finlandês. Boquiabertos vimos velhinhas fumando cachimbo.

DATA IMPORTANTE

Estava se aproximando ameaçadoramente a data importante de 28 de setembro, quando venceria a prorrogação do prazo para o pagamento do restante da Fazenda Penedo. As despesas tinham sido grandes: a lavoura, as cosntruções, a compra de equipamentos e a pensão de cerca de cem pessoas tinham consumido os recursos. As plantações ainda não produziam nada. Não havia outro meio a não ser apelar mais uma vez aos amigos de Penedo na Finlândia.(...) Quase mil pessoas manifestaram interesse em ajudar Penedo e muitos continuaram depositando dinheiro na conta bancária como investimento para futura compra de terreno. Alguns deram empréstimos a longo prazo e a juros baixos, outros fizeram doações, mas ainda ficou o saldo de 100 mil marcos e o credor só consentiu a prorrogação por mais duas semanas, até 15 de outubro. (...) Parecia milagre, pois antes do dia 15 de outubro, Pennanen conseguiu remeter a importância devida e, Uuskallio teve a alegria e o alívio enorme de entregar o saldo do pagamento da Fazenda Penedo no dia do vencimento. Assim, a Fazenda era totalmente de propriedade dos finlandeses. Muitas orações de agradecimento a Deus foram rezadas nesses dias.

PENEDO NA ATUALIDADE

Passaram-se seis décadas desde que Uuskallio veio ao Brasil para fundar uma sociedade nova e ideal. O seu grande sonho - o paraíso reencontrado de gente idealista - não se realizou da forma como ele tinha imaginado. Mas muitas famílias se estabeleceram aqui, construíram seus lares, plantaram árvores e criaram jardins, viram seus filhos nascerem e crescerem, e assitiram à transformação daquele Penedo desolado nesse recanto lindo e agradável. Os primeiro anos de lutas amargas, desespero árduo, são lembranças distantes. Chegaram os dias de bonanza. Os finlandeses deixaram as suas marcas definitivas em Penedo.Hoje, quando ando no arvoredo tranquilo do jardim de minha casa, vejo o brilho das flores, ouço o canto dos pássaros, respiro o ar puro, avisto as montanhas majestosas e exclamo: - Foi para este paraíso que os Toivos nos trouxeram um dia!"

Eva Hildén (1924 - 1997)

Além de autora do livro "A Saga de Penedo" Eva Hildén foi fundadora do Museu Finlandês de Penedo, onde todos os objetos são provenientes da Finlândia.

"Costumo dizer que a peça mais importante do museu sou eu mesma, por causa das explicações e preleções sobre as coisas, costumes, história e geografia da Finlândia."Eva Hildén

Eva Hildén faleceu em setembro de 1997.
“PARTEIRAS MAIS RECENTES DA HISTÓRIA DE ITATIAIA” – Carlos Lima

Muito antes de conhecermos a Medicina Tradicional, as parteiras eram as únicas responsáveis a auxiliarem que crianças viessem à luz da vida, principalmente nos vilarejos e cidades do interior do Brasil.
Elas eram mulheres destemidas e revolucionárias ao mesmo tempo, em um misto de sensibilidade religiosa e ao mesmo tempo altruísta, e sempre prontas a qualquer situação difícil que o parto pudesse apresentar.
Somente no século XIX surgiu a Obstetrícia e era uma função exercida somente pelas mulheres que detinham uma sabedoria milenar, que hoje está se apagando. Essas mulheres guardavam segredos de saúde, muitas vezes confundido com ocultismo, umbanda ou bruxaria, pela pajelança que muitas vezes adornava esse ritual de nascimento de uma nova vida.
Conforme o relato do cronista Fernão Cardim, que passou por nossa terras lá pelo século XVII, as mulheres indígenas parindo, e parem no chão, não levantavam a criança, e sim pai ou alguma pessoa que tomam por seu compadre. O pai cortava-lhe a vide com os dentes ou com duas pedras e logo se punha a jejuar até que o umbigo da criança caísse. A mãe ia sozinha para o rio ou lagoa mais próxima, aonde se lavava várias vezes. Voltava para casa e encontrava o marido na rede, como se ele estivesse parido. Assim continuava a fazer os ofícios domésticos como se nada tivesse acontecido. Esta independência do parto indígena hoje é valorizada nas técnicas de cócoras e parto no escuro. Aos portugueses cabe uma contribuição muito especial, as superstições, que ainda hoje arrematam a maioria dos tabus acerca da gravidez e do parto. Estas superstições, tinham a função de garantir que o bebê nascesse sadio e em tranqüilidade. A corrente se perpetua até hoje através de algumas parteiras, que promovem as seguintes sabedorias, ou superstições... Veja se você reconhece alguma: Sobre a Gravidez...• A mulher grávida não deve colocar um objeto sobre o seio, que o filho o trará impresso na carne. Se for chave causa lábio leporino, se for medalha, terá uma pinta escura.• Se a mãe olhar uma eclipse lunar, o filho nascerá com uma meia lua no corpo. Se olhar bichos mortos, o filho terá problemas estéticos, nascera torto ou aleijado.• Não deve atravessar água corrente se não perde o neném. • Se pisar numa cobra esta morrerá.• Se tomar um susto, o marido deve lavar imediatamente o rosto e dar a mulher de bebê, para um nascimento sadio.• Quem prometer objeto à mulher grávida e não cumprir a promessa vai ficar com o rosto cheio de espinha.• Se a grávida brincar com animais de pêlo, o filho será cabeludo.Sobre o parto....• As meninas que nascerem de bruços serão estéreis.Para a mulher não ter mais filho, depois do parto, tocar com a mão direita no altar ou por o nome do último filho de Geraldo.• Depois do parto não pode olhar para escamas de peixe, senão a placenta não sairá.• Mulheres de boca grande parem depressa.• Mulher de mãos finas e perna grossa tem o parto difícil.• Quadril estreito o parto é horroroso.• Para facilitar na hora, deve –se dar para as mulheres uma beberagem feita de pimenta, sal, alho e água.• E por fim, na roça, o marido deve montar a cavalo e sair em retas, mas deixar o seu chapéu na cabeça da mulher que está parindo, para que o sucesso seja total.
As africanas fizeram um mistura de tudo, das novas técnicas introduzidas pelos portugueses, com a independência das índias e os famosos ungüentos feitos da natureza, que eram de origem africana e árabe. Consideradas a origem das melhores parteiras do Brasil, traziam segurança às parturientes que nelas viam a encarnação dos espíritos da natureza. Uma característica destas parteiras é que tudo vem com uma receita, e receita gostosa, não o caldo de pimenta e a reclusão promovida pela cultura portuguesa. Por exemplo, para o bom parto é uma canja de galinha arrepiada, “abre as carnes” e facilita a saída do bebê. O cordão umbilical da criança deve ser enterrado em casa, para que ele ame sempre a família. Para se ter muito leite, canjiquinha na mãe. A boa comida, o prazer e a entrega à maternidade são uma lição destas parteiras africanas.
Tinha uma coisa bonita, que era típica do Brasil, inclusive das grandes cidades. As igrejas anunciavam o nascimento das crianças com nove baladas, seja a hora que fosse, a vida era celebrada.
Na história recente de Campo Belo à atual Itatiaia dois nomes são merecidamente destacados o da DONA MAGGI e o da Dona Neusinha.
Geralmente a opção de roupa masculina era o vestuário mais cômodo para os trabalhos da profissão não remunerada e mais decente para uma parteira. Julgava que esse aspecto exterior deveria inspirar confiança na parturiente, distinguindo a parteira das demais mulheres. Certamente era também uma necessidade na época, quando as poucas mulheres que se aventuravam a sair à noite sozinha eram tomadas por prostitutas.
Só era possível dar a luz a uma criança em Resende e o transporte era muito precário naquela época.
Não havia maternidades e dar à luz fora de casa, na enfermaria da Santa Casa, era apavorante. O recurso era usado apenas em casos de partos complicados, pois as mortes eram frequentes, pela falta de controle das infecções. Ajudar no parto e dar os primeiros-socorros aos recém-nascidos fazia parte das atribulações do sexo feminino, cujos conhecimentos eram transmitidos de geração para geração. Tanto as senhoras faziam o parto de suas escravas, parentes e vizinhas, como as escravas partejavam as senhoras.
A partir do início do século XIX, os médicos passaram a taxar como ignorantes e a perseguir não só as parteiras, mas todos os práticos que se dedicavam à cura, como sangradores, boticários, dentistas, numa tentativa de uniformizar o saber e evitar a concorrência. Para poder exercer essas atividades, passou-se a exigir diploma, obtido nas duas únicas faculdades de medicinas existentes no país, a do Rio de Janeiro e a da Bahia, criadas em 1832. No caso das parteiras, a formação deveria ser obtida no Curso de Partos, anexo à Clínica Obstétrica (então nomeada Cadeira de Partos, Mulheres Pejadas e Recém-Nascidos).
Os médicos eram responsáveis pelo regulamento e ensino, o que reforçava a posição de autoridade em relação às parteiras e legitimava normas de conduta segundo os preceitos por eles estabelecidos. Porém, eles ainda tinham muita dificuldade em ter acesso ao quarto das parturientes: só eram chamados em partos difíceis, quando era necessária alguma operação.
O número de parteiras formadas no Brasil, no século XIX, foi pequeno. Para a inscrição, exigia - se que as alunas fossem alfabetizadas e soubessem francês. A maioria das parteiras continuou a exercer a função sem diploma. Boa parte das parteiras diplomadas vinha de outros países. Muitas, além de fazerem o parto no domicílio das parturientes, recebiam clientes em casa. Aí eram atendidas em geral escravas, negras livres, e mulheres que por alguma razão estavam impedidas de dar à luz em suas próprias casas, como por exemplo, as provenientes do interior, as mães-solteiras e as viúvas. Esses estabelecimentos não possuíam boa fama, pois havia rumores de que também faziam abortos.
D. Maggi realizou mais de 2 mil partos em quase sessenta anos de atividade profissional. Em Itatiaia, não foi a única parteira a ter uma carreira tão longa.
D. Neusinha também foi uma parteira muito conceituada. Muito inteligente. Era auxiliar de enfermagem formada. Atendia pelo Posto de Saúde daqui pela Prefeitura Municipal de Resende(na época que aqui ainda era o 4º Distrito de Resende).
D. Neusinha ficou conhecida em todo o país quando inscreveu-se em um Reality Show – “ O Céu é o Limite” na época apresentado pelo apresentador Jota Silvestre, da extinta TV TUPI, na qual defendia as perguntas sobre a vida de Dante Alighieri, perdendo quase no final do programa. Indagada ao sair do programa se desejava um GIPP. Ela não hesitou e respondeu: __ Uma mula. Eu quero uma mula para realizar meus partos. Em Itatiaia, há lugares de difícil acesso e para ajudar as parturiantes, não existe transporte melhor que esse. E foi aplaudida e ovacionada por todos.
Com o passar dos anos, D. Neusinha se empenhava na função e era cada vez mais reconhecida. Sabia a aplicação do fórceps, a versão, a embriotomia, a “encerebração”. Sabia cuidar de parturiente com eclampsia e hemorrargia, complicações muitas vezes fatais, e como reanimar o feto, restabelecendo a respiração. Era mais bem preparada por ter um conhecimento médico, o que não tornava D. Maggi menos preparada, porque também tinha bons conhecimentos.
Ambas morreram pobres materialmente, porém a riqueza histórica de vida não poderá nunca cair no esquecimento.
Cabe aqui um adendo: D. Neusinha foi a minha parteira e quem auxiliou na escolha da minha família adotiva aos 30 dias de nascido.
Bibliografia do autor


1)Várzea, Mariana – Museóloga – Blog o.vento.me.disse 5 de abril de 2008
2) Fontes populares do AUTOR – pesquisa com moradores antigos de Itatiaia
3) Mott, Maria Lúcia - doutora em História pela Universidade de São Paulo e pesquisadora do Núcleo de Memória da Saúde do Instituto de Saúde da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.